Costumava acreditar que nem tudo tinha razão
Para O Bem Da Verdade
A ficção que ensina à realidade que a maior das mentiras é a verdade.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Dezesseis Meses
Costumava acreditar que nem tudo tinha razão
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Quatro Luzes
terça-feira, 17 de abril de 2012
Três Tempestades De Areia
sábado, 14 de abril de 2012
Dois Egos
Eu juro, eu queria ter feito versos mais bonitos
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Um Propósito
Parou de escrever.
Todos eventualmente seguem seus próprios caminhos, é o que diz seu texto, e embora ele saiba disso, não conseguiu traçar um caminho para si mesmo.
Aos olhos dos outros, é um estranho.
Ele não deveria se importar, mas ao mesmo tempo, quem não gosta de ser amado por todos? E ele já foi, em algum momento turvo demais para ser lembrado. De pouco a pouco, ele vê as pessoas desaparecerem. Se não agora, dali a poucos meses. As semanas passam rápido, e parecem cobrar dele algo que não pode ser dado – ou devolvido.
“Mais um dia, menos um dia”, assim diz a matemática do tempo. Ele sente a existência bater à porta e cobrar seu propósito, e ele jura, ele quer ter um. Então onde foi que se perdeu? Tudo parecia fazer sentido até o dia anterior, mas os sentidos se perderam. Ele perdeu o sentido.
Na busca incessante e discreta, ele procura a cada dia algum significado. Alguma pista, algum destino. Ao contrário do que pensam, não ter um sentido a seguir gera um conforto, mas o perigo é deixar se tornar conformismo. Enquanto vê seus amigos darem o seu melhor, enquanto vê seu amor dar o melhor, o que ele tem dado? A quem ele tem dado? Como tem dado? É muito fácil apenas receber.
“Mais um dia, menos um dia’’, repete a voz do tempo vinda do eco do tique de relógio na parede. No reflexo do espelho, há apenas uma sombra decadente do que um dia foi seu rosto. “Essa é a melhor forma de dar o que há de melhor em mim?’’, perguntou. Ele jurou ter ouvido um “não” vindo do espelho. Envergonhou-se, prostrou-se, e só não chorou porque não havia mais o que derramar dos olhos.
Foi então que encarou o espelho e enxergou: não havia perdido o sentido. Se algo não faz sentido, é porque faltou alguém que lhe atribuísse um. Há algo na inércia que desfaz os sentidos das coisas. O que faltava a ele então era atitude, iniciativa para recomeçar.
Ele voltou para a escrivaninha. Encarou o papel. Já havia passado tempo demais.
Voltou a escrever.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Um post diferente sobre RPG
Como alguns sabem, além de gostar de escrever, também adoro um jogo chamado RPG. Posso dizer que muita da criatividade que alguns dizem que eu tenho foi incentivada e desenvolvida nesse jogo.
Para quem não sabe o que é ou tá achando que se trata daquele tratamento para coluna, veja mais aqui.
Depois de muitos anos jogando, acabei criando um cenário de um dos assuntos que mais gosto: Feudalismo japonês.
Compartilho aqui com vocês que curtem, um pdf bem simples explicando as coisas desse mundo, com algumas regras para GURPS. Não me concentrei muito em regras, então dá pra adaptar fácil pra qualquer sistema, eu acho.
E por favor, não enxerguem esse pdf como um livro de RPG, pois não é. Não tem toda a didática e tudo mais. Foi feito para RPGistas que precisam de um ponta-pé pra ter sua campanha no Japão feudal. Eu fiz o pdf para consulta própria, por isso não me prendi a detalhes nem a descrições extensas.
Acho que vale uma conferida, por isso quis compartilhar aqui com vocês :)
Sobre as sessões do livro:
O Mundo de Nihon: Aqui eu dou uma explicação bem básica dos lugares. Vocês vão notar que os impérios tem espécies de atributos. Eu fiz para resumir descrições longas. Os valores vão de 1 a 5, portanto, quanto maior o valor, melhor aquele Império é naquele quesito. Isso já dá a ideia da potência do lugar. O problema mesmo é que não pude digitalizar o mapa. Eu mesmo o desenhei a mão, e apesar de não ser nenhum desenhista, dá bem pro gasto. Então, o entendimento dessa sessão pode ser prejudicada pela falta do mapa, mas assim que eu conseguir escanear, subo o mapa para download também.
Linha do Tempo de Nihon: Talvez seja a parte mais detalhada. Fiz questão de descrever bastante coisa, desenvolvendo todas as guerras, revoluções e intrigas políticas, mas ao mesmo tempo, dando espaço para acrescentar coisas novas na cronologia quando me desse vontade. Mais uma vez, a falta do bendito mapa... mas em breve, eu ponho o mapa aqui também para download. Aí o entendimento dessas duas primeiras sessões vai ser 100%.
Guerras e Revoluções, Tratados, Grupos Político-Econômicos: Basicamente essas sessões discriminam os acontecimentos descritos na Linha do Tempo, pra facilitar a consulta.
Campeonato Kamisori: No mundo de Nihon, o Kamisori é como uma Copa do Mundo dos Samurais. A comparação é ridícula, mas é a mais simples. Por razões explicadas na Linha do Tempo, convencionou-se a criar um torneio ''mundial'' em que samurais de todos os feudos se degladiassem. Nessa sessão, há uma lista dos campeões.
Regras do Kamisori: Aqui sim, há todas as regras do torneio para que ele possa ser usado em alguma aventura ou campanha.
A Sociedade de um Império: Talvez o grande diferencial (além das questões políticas) seja essa parte das castas. A sociedade feudal japonesa era dividida em castas, como a sociedade da Índia. Fiz questão de trazer essas castas para o cenário, adaptando-as para as regras de GURPS. Entretanto, elas são facilmente adaptáveis para outros sistemas.
Os Estilos de Combate e Armas: Essa sim deve ser a parte mais dedicada ao GURPS. Me dei ao trabalho de criar regras pra algumas armas japoneas menos conhecidas. Além disso, coloquei algumas armas fictícias também (como a tessaiga, do mangá Inuyasha e a sakabatou, do mangá Samurai X).
Religião: Procurei bastante por deuses japoneses. Acho que está faltando um ou outro, mas acredito que reuni os principais da mitologia. Também há uma explicação sobre os planos.
Criaturas Fantásticas (Youkai): As criaturas não têm ficha, porque não senti necessidade para minha mesa de jogo fazer a ficha de TODOS os youkai. De qualquer forma, é possível fazer fichas usando essas criaturas. E sim, elas foram tiradas de mitos reais do imaginário oriental. Não foi criação minha.
Alinhamento: Apesar de ter algumas pequenas regras pra GURPS, esse sistema de alinhamento se mostra ideal pra qualquer campanha de RPG. Muitos amigos meus elogiam por não ser tão maniqueísta como no D&D, sendo mais complexo, mas ainda assim, ajudando a interpretação do jogador.
Bom, é isso. Eu sei que o mapa vai fazer bastante falta, mas muito em breve ponho aqui para download também.
Para baixar o pdf é só clicar aqui.
Comentem comigo no twitter ou por aqui mesmo o que acharam.
(O mapa, em breve, prometo)
sábado, 12 de novembro de 2011
Artaud, Foucault, Rousseau E Outros Crânios Que Rimem Com Ô
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Fim Da Infância
sábado, 15 de outubro de 2011
Luto
Avenida Brasil
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Tinha uma Brasil.
Tinha uma Brasil no meio do caminho.
No meio do caminho tinha uma Brasil.
